ÉTICA DE PALANQUE: A FARSA DA INDEPENDÊNCIA DE ALESSANDRO VIEIRA E O TABULEIRO QUE JÁ ESTÁ SENDO REMONTADO PARA 2026
POR TIAGO HÉLCIAS A narrativa de que Alessandro Vieira seria um “paladino da gratidão” não resiste a cinco minutos de leitura de bastidores. O vídeo gravado tão logo soube da decisão de Fábio Mitidieri, aquele tom manso, sem citar o desafeto, cheio de nobreza ensaiada, é exatamente o que parece: uma manobra de sobrevivência embrulhada em papel de princípio. O que se vê não é grandeza. É pânico disfarçado de generosidade. Porque “currículo limpo” não substitui estrutura de urna. No interior de Sergipe, moralidade performática não paga gasolina, não sustenta base e não compensa ausência de capilaridade política. Isso Alessandro descobriu da pior forma: na prática. A granada que voltou para a mão de quem jogou A crise não foi criada por André Moura. Foi detonada pela intemperança boquirrota do próprio senador. Quando disparou a comparação do “despertador” versus “polícia à porta”, Alessandro não atacou apenas a honra de André. Desautorizou a liderança de Fábio Mitidieri, que havia selado ...