MESMO COM QUEDA NOS NÚMEROS, DENGUE MANTÉM ALERTA E ITABAIANA VAI ÀS RUAS
POR TIAGO HÉLCIAS

O Brasil terminou 2025 com cerca de 493 mil casos prováveis de dengue apenas nos dois primeiros meses do ano, segundo dados do Ministério da Saúde. O volume representa uma redução expressiva, próxima de 70%, em comparação ao mesmo período de 2024, quando o país ultrapassou 1,6 milhão de registros e enfrentou um dos cenários mais críticos da série histórica recente. Ainda assim, a queda estatística não significa tranquilidade epidemiológica. A dengue continua circulando, pressionando redes de atendimento e exigindo vigilância constante.
Em Sergipe, o retrato segue a mesma lógica. O estado registrou 990 casos prováveis de dengue em 2025, uma redução de aproximadamente 47% em relação a 2024, quando foram contabilizados cerca de 1,8 mil casos. Mesmo com números menores, a presença do Aedes aegypti permanece ativa e capaz de reacender surtos locais, especialmente em períodos de calor intenso e chuvas irregulares.
RESPOSTA LOCAL EM ITABAIANA

Diante desse cenário, Itabaiana intensifica o enfrentamento ao mosquito transmissor com a circulação do carro Fumacê entre os dias 02 e 27 de março. A ação é resultado de articulação entre a Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde e o Ministério da Saúde, dentro da estratégia de bloqueio e redução da população do vetor.
O cronograma, segundo informações oficiais, foi estruturado para cobrir bairros em horários estratégicos, no início da manhã, das 5h às 7h, e no fim da tarde, das 17h às 19h.
PROGRAMAÇÃO COMPLETA
Segunda (02/03)
17h às 19h: Centro, Miguel Teles e Queimadas
Terça (03/03)
05h às 07h: Centro, Serrano, Marianga e São Cristóvão
17h às 19h: Serrano, Marianga e São Cristóvão
Quarta (04/03)
05h às 07h e 17h às 19h: Rotary, Anísio Amâncio e Marcela
Quinta (05/03)
05h às 07h: Oviêdo Teixeira, José Milton Machado e Mamede Paes Mendonça
17h às 19h: Riacho Doce, José Milton Machado e Mamede Paes Mendonça
Sexta (06/03)
05h às 07h: Rio das Pedras, Bananeiras e Sítio Porto
Segunda (09/03)
17h às 19h: Centro, Miguel Teles e Queimadas
Terça (10/03)
05h às 07h: Centro, Serrano, Marianga e São Cristóvão
17h às 19h: Serrano, Marianga e São Cristóvão
Quarta (11/03)
05h às 07h e 17h às 19h: Rotary, Anísio Amâncio e Marcela
Quinta (12/03)
05h às 07h: Oviêdo Teixeira, José Milton Machado e Mamede Paes Mendonça
17h às 19h: Riacho Doce, José Milton Machado e Mamede Paes Mendonça
Sexta (13/03)
05h às 07h: Rio das Pedras, Bananeiras e Sítio Porto
Segunda (16/03)
17h às 19h: Centro, Miguel Teles e Queimadas
Terça (17/03)
05h às 07h: Center, Serrano, Marianga e São Cristóvão
17h às 19h: Serrano, Marianga e São Cristóvão
Quarta (18/03)
05h às 07h e 17h às 19h: Rotary, Anísio Amâncio e Marcela
Quinta (19/03)
05h às 07h: Oviêdo Teixeira, José Milton Machado e Mamede Paes Mendonça
17h às 19h: Riacho Doce, José Milton Machado e Mamede Paes Mendonça
Sexta (20/03)
05h às 07h: Rio das Pedras, Bananeiras e Sítio Porto
Segunda (23/03)
17h às 19h: Centro, Miguel Teles e Queimadas
Terça (24/03)
05h às 07h: Centro, Serrano, Marianga e São Cristóvão
17h às 19h: Serrano, Marianga e São Cristóvão
Quarta (25/03)
05h às 07h e 17h às 19h: Rotary, Anísio Amâncio e Marcela
Quinta (26/03)
05h às 07h: Oviêdo Teixeira, José Milton Machado e Mamede Paes Mendonça
17h às 19h: Riacho Doce, José Milton Machado e Mamede Paes Mendonça
Sexta (27/03)
05h às 07h: Rio das Pedras, Bananeiras e Sítio Porto
FUMACÊ É REFORÇO, NÃO SOLUÇÃO FINAL
A pulverização atua sobre o mosquito adulto e reduz temporariamente sua circulação. Para que o inseticida alcance o interior das residências, é fundamental manter portas e janelas abertas durante a passagem do veículo.
Ainda assim, o combate estrutural depende da eliminação dos criadouros. Água parada em recipientes, caixas destampadas, lixo acumulado e objetos expostos às chuvas continuam sendo o combustível da doença.
Os números nacionais e estaduais mostram que houve recuo, mas não erradicação. A experiência recente deixa claro que qualquer descuido pode significar nova escalada. O enfrentamento à dengue exige constância, vigilância e ação coletiva.
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